- Vovó, você está escrevendo algo sobre mim?
A avó sorriu e disse à netinha:
- Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer.
A menina olhou para o lápis e, não vendo nele nada de especial, intrigada, comentou:
- Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?- Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu a avó.
Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça que existe uma “mão” que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a Mão de Deus.
Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.
Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante do que a sua aparência.
Quinta qualidade: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas... podem ser marcas profundas de sofrimento ou marcas de alegria.
Procure ser consciente de cada ação, deixando um legado que marque positivamente a vida das pessoas. Nas falhas, procure a reparação e o perdão de quem você tenha magoado.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
A Felicidade Escondida
Um dia, no princípio dos tempos, alguns demônios se reuniram para fazer uma
diabrura. Um deles disse:
“Estava pensando em fazer
uma maldade com os humanos… poderíamos tirar algo deles, porém... o quê?”
Depois de muito pensar, um
deles respondeu:
“Já sei! Poderíamos tirar-lhes a
felicidade! O problema será
onde escondê-la, para
que não possam encontrá-la.”
Sugeriu o primeiro
demônio:
"Vamos
escondê-la em cima do monte mais alto do mundo...!”
Mas o outro
imediatamente discordou:
“Não, lembre-se que eles
têm força e vontade. Algum
dia, alguém poderia subir e encontrá-la, e se um a encontra, pronto: todos saberão onde está!".
Logo, outro demônio
propôs:
"Então,
vamos escondê-la no fundo do mar!”.
E outro contestou:
"Não
vai dar certo! Eles têm curiosidade. Algum dia, alguém construirá algum aparato para poder baixar até o fundo
e, então, a encontrará".
Um outro deles
disse:
"Nesse caso, poderemos escondê-la em um planeta longe da Terra!".
Disseram-lhe:
"Não! Lembre-se
que eles têm inteligência. Um dia, alguém construirá
uma nave para viajar a outros planetas e, então, a
descobrirão".
Um dos demônios havia permanecido em
silêncio, escutando atentamente as propostas, analizando e
pensando... Até
que resolveu falar:
"Creio
saber onde devemos
colocá-la para que jamais a encontrem".
Surpresos, todos perguntaram
ao mesmo tempo:
“Onde?".
“Vamos escondê-la dentro deles mesmos... Estarão tão ocupados
buscando-a fora que nunca a encontrarão."
Todos concordaram
unanimemente e, desde então, sempre
tem sido assim:
“O SER
HUMANO PASSA A VIDA BUSCANDO A
FELICIDADE FORA DE SI MESMO, SEM SABER QUE A LEVA CONSIGO!”.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Acredite no que diz
Que tipo de palavras estamos dizendo para os outros e para nós mesmos? As palavras criam, as palavras destroem.
Um mendigo sentava-se na calçada, sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: 'Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!' As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, eu achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: 'Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.' Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: 'Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.' E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças”.
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!
"Mantém teus pensamentos positivos,
porque teus pensamentos tornam-se tuas palavras.
porque teus pensamentos tornam-se tuas palavras.
Mantém tuas palavras positivas,
porque tuas palavras tornam-se tuas atitudes.
porque tuas palavras tornam-se tuas atitudes.
Mantém tuas atitudes positivas,
porque tuas atitudes tornam-se teus hábitos.
porque tuas atitudes tornam-se teus hábitos.
Mantém teus hábitos positivos,
porque teus hábitos tornam-se teus valores.
porque teus hábitos tornam-se teus valores.
Mantém teus valores positivos,
porque teus valores... tornam-se teu destino."
porque teus valores... tornam-se teu destino."
(Mahatma Gandhi)
Um mendigo sentava-se na calçada, sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei
que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela
residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e
bem humorado"..
Alguns passantes olhavam intrigados, outros o
achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o
dinheiro e notava que a cada dia a quantia era
maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado
executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar
numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só
tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado
para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma
seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios
majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Disse: "Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: 'Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!' As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, eu achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: 'Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.' Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: 'Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.' E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças”.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor
está querendo dizer que algumas palavras escritas numa
simples placa modificou a sua vida?
E ele respondeu, cheio de bom humor: - Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!
sábado, 28 de julho de 2012
O Rei e as Muletas
“Seja obediente. Estude, trabalhe, case, tenha filhos, peça empréstimos, assista TV, compre muitas coisas. E, o mais importante, não questione jamais aquilo que lhe disseram que você tem que fazer” (Peter Joseph)
Este
conto, de autoria desconhecida, ensina muito sobre nossos condicionamentos. Até
que ponto somos realmente livres? Já parou para pensar no quanto somos
condicionados por ensinamentos que muitas vezes não questionamos?
Era
uma vez um jovem rei de um império longínquo que caiu um dia do seu cavalo e
quebrou as duas pernas. Apesar de contar com os melhores médicos, nenhum
conseguiu que ele voltasse a caminhar. Teve que usar muletas. Devido à sua
personalidade orgulhosa, mandou publicar um decreto através do qual obrigava
todos os habitantes a usar muletas. As poucas pessoas que se rebelaram foram
presas e condenadas à morte. Desde então, as mães ensinavam seus filhos a andar
com muletas quando começavam a dar os primeiros passos. Como o monarca teve uma
vida muito longa, muitos habitantes desapareceram levando com eles a lembrança
dos tempos em que andavam sobre as duas pernas.
Anos
mais tarde, quando o rei finalmente faleceu, os velhos que ainda estavam vivos
tentaram abandonar as muletas, mas seus ossos, frágeis e fatigados, impediram. Às
vezes contavam aos mais jovens que anos atrás as pessoas caminhavam sem usar
nenhum suporte. Mas os garotos riam deles.
Um
dia, um jovem tentou caminhar com seus próprios pés, como os mais velhos lhe
haviam contado. Como caía no chão constantemente, logo se transformou no
palhaço de todo o reino. Mas foi fortalecendo suas pernas devagar, ganhando
agilidade e solidez, o que lhe permitiu dar vários passos seguidos. Sua conduta
começou a desagradar as outras pessoas. Ninguém queria mais falar com ele. E no
dia em que o jovem começou a correr e saltar, ninguém duvidou: ele estava
completamente louco. Naquele reino, onde todo mundo continua levando uma vida
limitada com muletas, lembram dele como “o louco que caminhava com suas duas
pernas”.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A Fábula do Porco-Espinho
Conta a fábula que durante a era glacial, quando parte do globo terrestre estava coberto por densas camadas de gelo, milhares de animais não resistiram ao frio intenso e morreram congelados.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, tentando sobreviver desesperadamente, começou a se juntar mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro, aquecendo-se mutuamente. Porém, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais os espinhos dos seus semelhantes. Afinal, doíam muito.
Essa, no entanto, não foi a melhor solução, pois quando se distanciaram uns dos outros, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com precaução, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância mínima do outro, suficiente para conviver sem ferir nem causar danos recíprocos. Assim, suportaram-se e sobreviveram à longa era glacial.
Moral da História
Embora os relacionamentos possam provocar feridas, causadas pelo choque das nossas diferenças, aprender a conviver com os defeitos do outro é a única maneira de nos salvarmos da prisão dos nossos egos.
Conviver é uma arte. Estar próximo do outro, mas sempre guardar uma distância ideal para que cada um tenha seu próprio espaço é a grande saída.
domingo, 24 de junho de 2012
Deixar Fluir
Certa
vez vivia um povo no leito de um grande rio cristalino. A correnteza deslizava
silenciosamente sobre todos eles, jovens e velhos, ricos e pobres, bons e maus.
E
a correnteza seguia seu caminho, alheia a tudo que não fosse sua própria
essência de cristal.
Todas
aquelas criaturas se agarravam como podiam aos ramos e às pedras do leito do
rio, porque sua vida consistia em se agarrar e porque todas elas, desde o berço,
tinham aprendido a resistir à correnteza.
Mas
por fim uma das criaturas disse: “Estou farta de me agarrar. Mesmo que meus
olhos não vejam o que há pela frente, confio que a correnteza saiba para onde
vai. Vou me soltar e deixar que ela me leve para onde quiser. Se eu continuar
aqui, imobilizada, morrerei de tédio!”
As
outras criaturas riram e exclamaram: “Tola! Se você se soltar, essa correnteza
que você venera a lançará, aos trambolhões e feita em pedaços, contra as pedras.
Ela a matará mais depressa que o tédio”.
Mas
ela não lhes deu ouvidos. Inspirou profundamente e se soltou. A correnteza
lançou-a com violência contra as pedras, mas a criatura, embora machucada,
estava decidida a não se agarrar novamente.
E
então a correnteza a trouxe à tona e ela não mais sofreu nem se lastimou.
As
criaturas que viviam rio abaixo e não a conheciam, exclamaram: “Vejam, um
milagre! Uma criatura igual a nós, e no entanto voa nas águas! Olhem, é o
Messias que veio nos salvar!”
E
a que tinha sido arrastada pela correnteza respondeu: “Não sou mais Messias do
que vocês. O rio gosta de nos fazer voar, com a condição de que ousemos nos
soltar. Nossa verdadeira missão na vida é esta viagem, esta aventura!”.
As
outras continuaram gritando, cada vez mais alto: “O Salvador! O Salvador!”, mas
ainda agarradas às pedras. E quando levantaram os olhos, ela tinha
desaparecido. Ficaram sozinhas, criando lendas sobre um Salvador.
(Ilusões – As Aventuras de um Messias
Indeciso, Richard Bach)
terça-feira, 19 de junho de 2012
A Serpente e o Vagalume

Conta-se que uma serpente, ao ver um vagalume passar
brilhando, começou a persegui-lo. O vagalume escapava, mas ela não desistia, e
isto foi assim por dois dias seguidos. No terceiro dia, já exausto, o vagalume
parou e perguntou à cobra:
- Espera. Antes de me devorar eu posso te fazer três
perguntas?
- Sim.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que queres acabar comigo?
A serpente respondeu:
- Porque não suporto te ver brilhar...
Este conto, bem antigo e difundido, é mais profundo do
que se pensa. O curioso é que ele figura em inúmeros sites e blogs, e em quase
todos, no final, há uma advertência para ficarmos em alerta e escolhermos bem
nossas amizades (para não sermos vítimas de alguma serpente). E não vi em
nenhum deles o conselho de procurar a serpente dentro de nós mesmos...
Fugir do veneno alheio é infinitamente mais fácil do que
identificar o próprio veneno...
Ver em si mesmo a cobra e cortar sua cabeça é o verdadeiro
trabalho. Trabalho do qual fugimos, porque nos julgamos santos e estiramos o
dedo para o veneno do outro. Quanto mais fazemos isto, mais nos distanciamos da
nossa essência e da nossa luz.
Pense nisso! E brilhe muito!
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