domingo, 28 de outubro de 2012

Não Apresse o Rio

A ansiedade, a pressa, a agitação travam e impedem nosso crescimento interno. O amadurecimento interior exige calma. Poucas pessoas hoje dedicam uma parcela do seu dia para tentar olhar para si mesmas com tranquilidade. Por isso os plácidos, os serenos e os iluminados são tão raros. Queremos tudo rápido, não temos tempo a perder. E nem nos damos conta na tremenda imaturidade de tudo isto. Na nossa tremenda ânsia, não queremos viver o processo, queremos chegar aos resultados. A pressa é contrária ao movimento da alma. A alma diz: "Não apresse o rio; ele contorna seus próprios obstáculos no tempo certo - o tempo do espírito".
Este conto define bem este processo:

Certa vez, um discípulo ansioso por obter rapidamente a autorrealização, foi ao seu mestre e pediu fervorosamente:
- Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter esse prêmio e dominar o conhecimento que leva à libertação?
O mestre olhou para ele e calmamente respondeu:
- Uns dez anos...
Impaciente, sem acreditar no que tinha ouvido, o estudante completou:

- Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido do que isto! Dez anos é muito tempo! Vou praticar todos os dias, estudar e decorar todos os sutras! Por favor responda-me: caso eu trabalhe duro dez ou mais horas por dia, em quanto tempo chegarei ao objetivo?
O mestre pensou um pouco e disse suavemente:
- Vinte anos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Velho que Perdeu sua Verruga

"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa." (Carl Gustav Jung)

Este é um conto japonês que fala da reconquista da alegria, da pureza, da alma infantil. A verruga simboliza tudo aquilo que perdemos com a vida adulta: a leveza, a inocência, o espírito lúdico, etc. Ao encontrar os gnomos, o homem reencontrou sua criança interior, fazendo-o esquecer seus medos, suas reservas, sua feiúra. Entregando-se à dança e brincando com alegria, ele liberou seus aspectos feios, que desprenderam-se dele e o reintegraram à sua essência. Isto é reencontrar a criança interna: deixar, nem que seja por alguns momentos, sempre que possível, que o corpo fale, livre de condicionamentos e de medos. Este exercício precisar ser adotado para resgatarmos nossas almas.

Em tempos que já vão longe, num vilarejo que já não existe, morava um velhinho com sua mulher, perto de uma floresta. Na juventude ele fora um belo rapaz, mas à medida que envelhecia, uma verruga foi crescendo no seu rosto, deixando-o um velho cada vez mais feio. Chateado e envergonhado da sua nova aparência, ele recorreu a médicos e magos e experimentou pós e poções de todo tipo, mas nada adiantou. Ele então resignou‑se e passou a viver mais isolado, para que não rissem dele.

Um dia, ao procurar lenha para o fogo na floresta, caiu uma tempestade, obrigando-o a procurar abrigo numa árvore oca. Trovões sacudiam as montanhas e raios cintilavam ao seu redor; ele, porém, estava seco e seguro. Depois de algum tempo, a tempestade amainou e ele escutou vozes à distância. Pensou que seus vizinhos tinham vindo à sua procura, mas quase desmaiou de susto ao ver um grupo de gnomos se aproximando!

Ele nunca havia visto um gnomo e ficou tremendo de medo, escondido dentro da árvore. Os gnomos chegaram e um deles – que parecia ser o chefe ‑ dirigiu‑se aos outros, dizendo com um gesto: “Vamos dar uma festa aqui”. E acomodou‑se de costas para o velho, na frente da árvore oca.

Imóvel e silencioso, o velho viu os gnomos organizarem rapidamente um piquenique, todos cantando. Em seguida, ao som de uma música irresistivelmente animada, começaram a dançar, e ele mal pôde conter o riso: eram desajeitados e deselegantes, dando coices para todo lado e caindo. Foi então que o chefe ordenou que parassem: “Vocês são ruins demais”, disse, lastimando-se. “Não existe ninguém aqui que saiba dançar bem?”

“Eu bem que poderia ensinar-lhes alguns passos”, pensou o velho, que sabia dançar muito bem, embora há tempo não dançasse. O gnomo-chefe tornou a perguntar se alguém sabia dançar e o velho começou a ficar dividido entre o amor pela dança e o medo dos gnomos. O chefe repetiu a pergunta uma terceira vez e aí o velho não resistiu; mandou seus receios às favas, saiu da árvore e curvou‑se perante o chefe dos gnomos, dizendo: “Eu sei dançar, meu senhor”, e fez uma demonstração.

No início, os gnomos ficaram escandalizados, sem querer aceitar um humano como professor. No entanto, a arte do velho os cativou rapidamente, deixando-os realmente admirados. Começaram a marcar o ritmo, acompanhando a música, enquanto outros, contagiados com a bela dança, juntaram-se ao velho. Este, por sua vez, pôs toda sua alma e todo seu coração na dança; esqueceu o medo e entregou-se à música e aos movimentos, divertindo-se entre os gnomos como se fosse um deles. Quando parou, o gnomo-chefe o aplaudiu e convidou‑o a sentar-se ao seu lado, oferecendo‑lhe um copo de vinho. “Você precisa voltar amanhã para dançar de novo para nós”, disse. “Gostaria muito de vir”, respondeu o velho. Porém, um dos conselheiros pediu a palavra e lembrou: “Não se pode confiar nos homens. Precisamos ficar com algo que nos dê certeza de que ele vai voltar”.

Vendo que o velho nada trazia de valor consigo, o chefe decidiu assim: “Bem, já que não trazes nada que possas deixar conosco, vou ficar com isto como penhor!” E, estendendo a mão, agarrou a verruga do velho e arrancou-a com a facilidade de quem arranca uma fruta madura do pé. “Trate de voltar amanhã!”, ordenou, e todos os gnomos desapareceram.

O velho mal podia acreditar no que acontecera. Passou a mão pelo rosto e percebeu que estava liso, o seu rosto antigo sem a verruga horrenda! Ficou tão feliz, que foi para casa pulando, cantando e dançando durante todo o trajeto. A esposa, ao vê‑lo livre da verruga, mostrou‑se eufórica e ambos celebraram sua boa sorte.

Ocorre que o velho tinha um vizinho malvado e vaidoso que também tinha uma verruga e que nunca se cansara de procurar um tratamento para ela. Quando soube da celebração, foi espiar e ficou perplexo ao ver que a verruga do outro havia sumido. Ao saber da história, armou um plano e correu para encontrar os gnomos no dia seguinte, passando-se pelo seu vizinho.

“Onde está o velho que ia dançar para nós?” perguntou o chefe dos gnomos, ao chegar. O velho invejoso rastejou para fora da árvore e começou a dançar. Como nunca havia aprendido a dançar, porque considerava a dança uma atividade sem interesse, ele apenas pulava de um lado para outro, agitando os braços. “Mas que coisa horrível!”, exclamou o gnomo! “Você não está dançando como ontem!” (Para os gnomos todos os humanos são iguais, por isso eles não notaram a diferença entre os dois velhos). “Não dá para aguentar!”. Dizendo isto, o chefe vasculhou o bolso e encontrou a verruga. Atirou-a no rosto do invejoso, gritando: “Devolvo‑lhe o penhor!”.

A verruga grudou no rosto do homem, ao mesmo tempo em que os gnomos desapareceram.

Em pânico, o homem vaidoso apalpou o rosto e constatou que agora tinha duas verrugas, uma em cada face! Voltou arrasado para casa e, daquele dia em diante, ninguém mais viu sua cara, porque ele passou a usar um chapéu de abas bem largas, enfiado na cabeça.

Quanto ao velho que perdeu sua verruga, ele viveu ainda muito tempo e dançava quando se sentia feliz (o que, na verdade, acontecia quase sempre!).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Riqueza e o Conhecimento

Saraswati
Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual:

- Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?

O mestre espiritual respondeu:

- Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é. Com um sorriso, ele prosseguiu:

- Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.
 
Lakshmi
Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.
E lembre-se que o verdadeiro conhecimento não é o livresco, intelectual; o verdadeiro e legítimo conhecimento é aquele que nos torna mais próximos de nós mesmos.
(Conto Hindu)

sábado, 22 de setembro de 2012

Os Animais Internos


Um ermitão, uma destas pessoas que se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer. Perguntaram-lhe como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.
- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão.
- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives. Onde estão estes animais?
O ermitão explicou:
- Estes animais todos os homens têm, vocês também... Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau; tenho que domá-los para que só fixem sobre uma boa presa: são meus olhos. As duas águias ferem e destroçam com suas garras; tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir: são minhas mãos. Os dois coelhos querem ir onde lhes apraz, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades; tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável: são meus pés. O mais difícil é vigiar a serpente porque, apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula; se não a vigio de perto, causa danos: é minha língua. O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações; alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia: é meu corpo. Finalmente, preciso domar o leão; quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso: é meu coração. Portanto, há muito que fazer....

 ... cuidem bem de seus "animais".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Seja Como o Lápis

- Vovó, você está escrevendo algo sobre mim?
 A avó sorriu e disse à netinha:
- Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer.
A menina olhou para o lápis e, não vendo nele nada de especial, intrigada, comentou:
- Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?
- Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu a avó.
Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça que existe uma “mão” que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a Mão de Deus.

Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.
Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado.  Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante do que a sua aparência.
Quinta qualidade: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas... podem ser marcas profundas de sofrimento ou marcas de alegria.
Procure ser consciente de cada ação, deixando um legado que marque positivamente a vida das pessoas. Nas falhas, procure a reparação e o perdão de quem você tenha magoado.

domingo, 19 de agosto de 2012

A Felicidade Escondida

Um dia, no princípio dos tempos, alguns demônios se reuniram para fazer uma diabrura. Um deles disse:

Estava pensando em fazer uma maldade com os humanos… poderíamos tirar algo deles, porém... o quê?”

Depois de muito pensar, um deles respondeu:

Já sei! Poderíamos tirar-lhes a felicidade! O problema será onde escondê-la, para que não possam encontrá-la.”

Sugeriu o primeiro demônio:

"Vamos escondê-la em cima do monte mais alto do mundo...!

Mas o outro imediatamente discordou:

o, lembre-se que eles têm força e vontade. Algum dia, alguém poderia subir e encontrá-la, e se um a encontra, pronto: todos saberão onde está!".

Logo, outro demônio propôs:

"Então, vamos escondê-la no fundo do mar!”.

E outro contestou:

"Não vai dar certo! Eles têm curiosidade. Algum dia, alguém construirá algum aparato para poder baixar até o fundo e, então, a encontrará".

Um outro deles disse:

"Nesse caso, poderemos escondê-la em um planeta longe da Terra!".

Disseram-lhe:

"Não! Lembre-se que eles têm inteligência. Um dia, alguém construirá uma nave para viajar a outros planetas e, então, a descobrirão".

Um dos demônios havia permanecido em silêncio, escutando atentamente as propostas, analizando e pensando... Até que resolveu falar:

"Creio saber onde devemos colocá-la para que jamais a encontrem".

Surpresos, todos perguntaram ao mesmo tempo:

Onde?".

“Vamos escondê-la dentro deles mesmos... Estarão tão ocupados buscando-a fora que nunca a encontrarão."

Todos concordaram unanimemente e, desde então, sempre tem sido assim:

“O SER HUMANO PASSA A VIDA BUSCANDO A FELICIDADE FORA DE SI MESMO, SEM SABER QUE A LEVA CONSIGO!”.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Acredite no que diz

Que tipo de palavras estamos dizendo para os outros e para nós mesmos? As palavras criam, as palavras destroem.

"Mantém teus pensamentos positivos,
porque teus pensamentos tornam-se tuas palavras.
Mantém tuas palavras positivas,
porque tuas palavras tornam-se tuas atitudes.
Mantém tuas atitudes positivas,
porque tuas atitudes tornam-se teus hábitos.
Mantém teus hábitos positivos,
porque teus hábitos tornam-se teus valores.
Mantém teus valores positivos,
porque teus valores... tornam-se teu destino."
(Mahatma Gandhi)

Um mendigo sentava-se na calçada, sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou  muito importante,  tenho  uma  bela  residência,  vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado"..
Alguns passantes olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos  os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia  a  quantia  era  maior. 
Numa  bela  manhã,  um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para  frente  sua  vida  foi  uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se  um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Disse: 

"Bem,  houve  uma  época  em  que  eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: 'Sou  um  nada  neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem  fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!' As  coisas  iam  de mal  a  pior  quando, certa noite, eu achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: 'Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua  vida,  diga  que  tudo  vai  bem.  Por  mais que você não goste de sua aparência afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.' Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: 'Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito  importante,  tenho uma bela  residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.'  E  a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa  certa para  tudo  que  eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos  ou  pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto  afirmarmos  que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos  bens  materiais  são  ínfimos,  a  tendência é que as coisas fiquem piores  ainda,  pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças”.

Uma  repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas  palavras  escritas  numa  simples  placa modificou  a sua vida?
E ele respondeu,  cheio  de  bom  humor: 
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!